segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Hope There's Someone - Antony and the Johnsons

There's a ghost on the horizon
When I, go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head
Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there

domingo, 28 de abril de 2019

Viver. A idade de começar a viver. Sem cerimónias.

A vida deu-me tudo, o inferno queimou tudo, o céu suspirou tudo, a consciência é tudo. Além de isto tudo, não preciso de nada.

Vivemos num sonho intransigente de não ser sonhado. Então: sonhemos!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Dia após dia, o sol pôe-se, a relva cresce, as conversas à mesa tornam-se mais e mais massudas, as melodias das cantigas antigas.

O horizonte vai vertendo de vermelho veneno. O excedente são lembranças de um crepúsculo tangente, perpétuo à vida em si.

Crescer e tornar-se num moribundo adulto indoutrinado, olhar e ver o mundo envolto de calhamaços, deslustrando de si sentidos éticos e morais até lá preponderantes, o preto juntou a utilidade do respirar com a necessidade de viver sem culpas nos cartórios indianos deste mundo, templos escondidos nas esquinas douradas de becos sem fins visíveis, cheios de deuses mascarados de animais menos, ou mais, selvagens.

Guardem as narrações para os grandes heróis do passado, que por nada terem, nada temerem, tudo merecem.

Nós, pelo contrário, que tudo temos...

No epitáfio, um O.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Maybe it's time

"Maybe it's time to let the old ways die
Maybe it's time to let the old ways die
It takes a lot to change a man
Hell, it takes a lot to try
Maybe it's time to let the old ways die"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Shallow

"Tell me something, boy
Aren't you tired tryin' to fill that void?
Or do you need more?
Ain't it hard keeping it so hardcore?"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Sóis

Aquilo que nos move
São sininhos cintilantes
Cheios de genuínos gritantes
Os quais se apagam quando chove;

O truque:
Dando corpo à Magia
Acordá-los ao som de batuque
Num universo cheio de fantasia.

Mas chegando ao fim da linha
Como a lenda do fado que pia
Depararmo-nos com a sede mesquinha
De toda uma geração de génios vazia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

„I've never been lonely. I've been in a room -- I've felt suicidal. I've been depressed. I've felt awful -- awful beyond all -- but I never felt that one other person could enter that room and cure what was bothering me... or that any number of people could enter that room. In other words, loneliness is something I've never been bothered with because I've always had this terrible itch for solitude. It's being at a party, or at a stadium full of people cheering for something, that I might feel loneliness. I'll quote Ibsen, "The strongest men are the most alone." I've never thought, "Well, some beautiful blonde will come in here and give me a fuck-job, rub my balls, and I'll feel good." No, that won't help. You know the typical crowd, "Wow, it's Friday night, what are you going to do? Just sit there?" Well, yeah. Because there's nothing out there. It's stupidity. Stupid people mingling with stupid people. Let them stupidify themselves. I've never been bothered with the need to rush out into the night. I hid in bars, because I didn't want to hide in factories. That's all. Sorry for all the millions, but I've never been lonely. I like myself. I'm the best form of entertainment I have. Let's drink more wine!“

Referenz: https://beruhmte-zitate.de/zitate/714740-charles-bukowski-ive-never-been-lonely-ive-been-in-a-room-iv/

domingo, 16 de dezembro de 2018

Westray: I'm pretty skeptical about the goodness of the good. I think that if you ransacked the archives of the redeemed you would uncover tales of moral squalor quite beyond the merely appalling. I've pretty much seen it all, Counselor, and it's all shit. I could live in a monastery, scrub the steps, wash the pots, maybe do a little gardening. Why not?
Counselor: You're serious.
Westray: Very.
Counselor: Why don't you?
Westray: In a word, women.

sábado, 1 de dezembro de 2018

https://youtu.be/cl4cLEToPfc

O sol, o céu e a terra. A vida, o olho que tudo vê, um furacão, um punho, o círculo vicioso, um colete de forças, os gritos debaixo d'água, bolhas de oxigénio, a ponta de uma agulha e cada criança que arredondada a saia, o lobo mau, com a barriga cheia de pedras.

E no fim, um floco de neve, microscópicamente falando. É prova viva da concupiscência que Deus existe. Logo ele, que se quer ateu. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Chefe do departamento pedagógico passados dois meses.
As primeiras decisões difíceis, dias tristes cobertos por uma motivação interna em tornar este passo o guia desta nova etapa.

Por outro lado, onze anos de diferença não são a causa do estalar do verniz mas sim o medo dela constante em não ser suficiente, daqui a dez anos. E eu, que quero ser feliz hoje e daqui a quarenta anos.

Lágrimas como areia movediça entre dedos, a mão no peito e os olhos violados lá em cima. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dizer, a si mesmo, deixa-te de merdas, é das coisas mais lindas e difíceis de se fazer.

Olhando para dentro vejo-te tanto um espelho que luto por nao gritar: Vai-te foder.

E é nisto que perco as minhas noites. Boa noite e sejam felizes, sempre.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Ser vítima (odeio esta palavra) de traição, mesmo que apenas emocional, torna-nos neuróticos, mais do que já somos, faz-nos sentir sem melodia, a memória é corrompida por dúvidas infinitas de cada segundo, vivido ao máximo, tudo, é nada.
A decisão de perdoar pesa mais do que imaginamos, nunca esquecemos, apenas suspendemos o consciente o máximo possível.
O sol brilha, o outono grita os últimos raios de luz e esperança, a música jazz e soul que nos acorda torna-me numa vítima da minha própria transgressão interina.
A única solução são letras printadas, a esperança que tudo seja um sonho, acordar um menino e a vida, cheia de esperança e amor à minha espera.
Como um cavalo selvagem, impossível de domar, vou continuar a viver como num livro escrito à pressa, que saudades de um bom café, uma esplanada, um amigo em forma de folhas, o sol, a vida, a velhinha à janela.
Quantas vezes se pode colar os cacos de um motor antes de este se tornar calhau. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Vivo perdido num passado que nunca existiu, feito de um presente lindo, por estar envolto de sonhos futuros e certezas que o mundo é simples e justo. 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

sexta-feira, 13 de julho de 2018

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Os tempos em que acordava logo de manhã, eu, que sempre adorei dormir, principalmente durante a semana, quando a minha querida mãezinha me acordava para ir para a escola, com a mais pura das urgências, que era pôr comida na mesa para seis, às vezes sete,

esses tempos, com uns desenhos animados que acabavam compilados com um mundo infinito de beleza incomparável, numa qualquer savana longínqua, o rei da selva ou uma manada de elefantes altivos, que nada esquecem e sempre voltam ao mesmo ponto, para morrerem,

Tempos esses sem tempo, nos quais horas se espalhavam, muitas vezes, em anos de felicidade, acompanhados por peladas sem fim, divididas em campos de cimento perdidos pela parte mais a sul do Rio cor de prata que tanto amei, mesmo antes de saber que sabia amar.

Em dias assim, fases ocas, sentidas como séculos milenares, que nos pesam na parte de fora da nunca e do crânio, são como o sabor a granito dum café, que sem ser escalado, nos congela a alma.

Logo a nós que, a termos uma, teria que ser mais negra que qualquer xícara usada de Türk kahvesi, esquecida num víl castelo preto, afundado no mais profundo dos oceanos, que são a cave da nossa vida.