sábado, 27 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Tenho andado doente. Tive uma semana em Dachau e tenho lido muito. Demasiado, leia-se. Engracado os oxímeros que encontramos para nos explicar-mos. De qualquer forma, queria apenas deixar por aqui o meu estado de espírito, actual. Tenho andado melhor, de mes para mes, a ver passar as sombras, de entre mim, para dar mais valor a coisas bem mais importantes, como viajar, conhecer, descobrir. Sorrir. Sempre sorrir. Por isso tenho andado feliz, por mais que me custe escrever sobre isso. Quando o faco, tento mostrar o tempo e o espaco num só, coisa que só se explica vivendo. Porque é bem mais facil sobreviver em agonia do que viver em alegria. De resto ando com a cabeca aqui e ali, e o corpo por consequencia em movimento, além. E aprendo sempre, por mais maldades que vá vendo, a acreditar em nós, como um só.
Mas deixo aqui um ponto de partida: fui aceite á uns meses atrás na faculdade de pedagogia social em munique. -Ou melhor, fui aceite em tres faculdades, o que me fez sentir um pouco constrangido na própria nocao de vaidade que tinha de mim mesmo-. Escolhi a católica, nao por ser católico (que por acaso nao sou), mas por esta ter sido a única que me passou a ideia de algo mais, para além do decorar de palavras. A ideia de unidade esteve presente, sem nunca se falar em religiao. A crenca em algo mais ajuda a perceber os erros feitos por nós, em nome Dele.
Passei do frio para o quente, por este ser apenas meio caminho andado. O morno já á muito que nao existe, por ter em mim que para viver, só mesmo sentindo. De verdade.
Mas deixo aqui um ponto de partida: fui aceite á uns meses atrás na faculdade de pedagogia social em munique. -Ou melhor, fui aceite em tres faculdades, o que me fez sentir um pouco constrangido na própria nocao de vaidade que tinha de mim mesmo-. Escolhi a católica, nao por ser católico (que por acaso nao sou), mas por esta ter sido a única que me passou a ideia de algo mais, para além do decorar de palavras. A ideia de unidade esteve presente, sem nunca se falar em religiao. A crenca em algo mais ajuda a perceber os erros feitos por nós, em nome Dele.
Passei do frio para o quente, por este ser apenas meio caminho andado. O morno já á muito que nao existe, por ter em mim que para viver, só mesmo sentindo. De verdade.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
"I see the lights are turning and I look outside
The stars are burning through this changing time
It could have been anything we want
It's fine, salvation was just a passing thought
It was just a passing thought
Don't wait, act now
This amazing offer won't last long
It's only a chance to pave the path we're on
I know there are more exciting things to talk about
And in time we'll sort it out
And in time we'll sort it out
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
And the truth is such a funny thing
With all these people
Keep on telling me
They know what's best
And what to be frightened of
And all the rest are wrong
They know nothing about us
They know nothing about us
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
I'm not alright
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
This could be something beautiful
Combine our love into something wonderful
But times are tough I know
And the pull of what we can't give up takes hold"
The stars are burning through this changing time
It could have been anything we want
It's fine, salvation was just a passing thought
It was just a passing thought
Don't wait, act now
This amazing offer won't last long
It's only a chance to pave the path we're on
I know there are more exciting things to talk about
And in time we'll sort it out
And in time we'll sort it out
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
And the truth is such a funny thing
With all these people
Keep on telling me
They know what's best
And what to be frightened of
And all the rest are wrong
They know nothing about us
They know nothing about us
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
I'm not alright
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
And though they say it's possible
To me, I don't see how it's probable
I see the course we're on spinning farther from what I know
I'll hold on
Tell me that you won't let go
Tell me that you won't let go
This could be something beautiful
Combine our love into something wonderful
But times are tough I know
And the pull of what we can't give up takes hold"
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Sou. Já fui triste. sonhador, já fui credor, criador, realista, ou até mesmo pintor, da minha própria arte. mas mesmo assim, muitas das vezes, fui. fogo de vista. de mim mesmo, sabem que o mais dificil de ser nao é o que queremos, mas sim o que esperamos de nós, nos outros, e os vemos assim, atroz. Nao é uma despedida, nunca foi. Mas assim que nos encontrámos, abriram-se dois remoinhos, daqueles sem luz, engolindo-nos. para bem longe. Onde o tempo é feito muito mais de tiques do que taques, e o espaco é inconfudivel pela falta de lugares, nos parques. Da cidade, onde vivo, veem de tempos a tempos memórias de vidas passadas, nunca acabadas, ficadas por se fazer, hoje mesmo. de encontros, um bilhete, uma mesa de café. um tocar de maos, no vazio. que nos deixaria sem ar, num semblante de fé. Num qualquer deus.
Mas hoje sou, mais do que tudo, sou. E no meio de tanta confusao, nenhum de nós se torna fácil de entender. E se nao falassemos assim, tanto, por querer-dizeres, nunca nos explicariamos. por completo. Como se -algo- fosse possível.
Mas hoje sou, mais do que tudo, sou. E no meio de tanta confusao, nenhum de nós se torna fácil de entender. E se nao falassemos assim, tanto, por querer-dizeres, nunca nos explicariamos. por completo. Como se -algo- fosse possível.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
.
Deixou-me de rasto. Castos de espinhos, perfumados na carne sem feixe. É sim, foi bom, ou melhor: foi melhor. Assim.
É esquisito, estranho e ao mesmo tempo - claro - que ela me leia quando nao escrevo. que me oica, quando nao falo. que me descreva, quando escreve. Que me encontre, no fundo. quando sente saudade.
É esquisito. Como podemos sentir tanta coisa, sem conseguir explicar e, com o silencio, ditarmo-nos, por completo. A certo ponto quase desisti, de alguma forma -escureci. E nao conseguia descrever, aquilo que na verdade, nao estava nas minhas maos. Pois, sempre esteve.
O primeiro piscar de olhos foi de abismo. o segundo, de um profundo autismo.
Agora, agora é de carinho e de algum -egoísmo.
Lutei sem saber e caí. no chao. knock out. Depois vieram os bracos no ar. Agarra-te gritaste. Nem sempre a perda é derrota. Nem sempre.
E no fim. agarramo-nos á Verdade
É esquisito, estranho e ao mesmo tempo - claro - que ela me leia quando nao escrevo. que me oica, quando nao falo. que me descreva, quando escreve. Que me encontre, no fundo. quando sente saudade.
É esquisito. Como podemos sentir tanta coisa, sem conseguir explicar e, com o silencio, ditarmo-nos, por completo. A certo ponto quase desisti, de alguma forma -escureci. E nao conseguia descrever, aquilo que na verdade, nao estava nas minhas maos. Pois, sempre esteve.
O primeiro piscar de olhos foi de abismo. o segundo, de um profundo autismo.
Agora, agora é de carinho e de algum -egoísmo.
Lutei sem saber e caí. no chao. knock out. Depois vieram os bracos no ar. Agarra-te gritaste. Nem sempre a perda é derrota. Nem sempre.
E no fim. agarramo-nos á Verdade
.
Nem sabes o bem que me fazes
terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Agarra-te. Isto são dias a mais, no escuro. Dias a mais, que te trarão dúvidas e certezas, luzes e apagões, cacos e ilusões. Diz-me se alguma vez sentiste fazer, antes de o ter, e depois de o querer. São dias de ilusões. Cansaço por dentro, suor d'alento. Pérolas por feijões.
Flasches de luzes, intermitentes como vulcões, caçadoras de emoções. Perdi-me. No labirinto da vida, quando o telescópio saíra de órbita, á procura de hóstia. Demais, o resto fica salpicado, por entre dentes .
Palma-me as costas, e trás-me de volta: a vida.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

De tempos em tempos, há sentimentos que saem de mansinhos, quase escorregadios, como que á espera de um jogo que nunca começou. Na verdade, começaram á muito, recônditos, amadurecidos, de uma forma leve, engrandecidos. Trás-me de volta, a um tempo ainda não vivido. Comido por bichos não vivos, bichos cheios de apetite, bichos.
Mas o sopro é nosso e somos nós. Toque a toque vai-se o encanto de piscares de olhos. Multidões de cantos marcham. As vidas, as vidas continuam e os destinos são preenchidos, por estradas construídas por visões, das multidões.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
"
Passei entre eles estrangeiro porém nenhum viu que eu o era. Vivi entre eles espião, e ninguém, nem eu, suspeitou que eu o fosse. Todos me tinham por parente: nenhum sabia que me haviam trocado à nascença. Assim fui igual aos outros sem semelhança, irmão de todos sem ser família.
Vinha de prodigiosas terras, de paisagens melhores que a vida, mas das terras nunca falei, senão comigo, e das paisagens, vistas se sonhava, nunca lhes dei notícia. Meus passos eram como os deles nos soalhos e nas lajes, mas o meu coração estava longe, ainda que batesse perto, senhor falso de um corpo desterrado e estranho.
Ninguém me conheceu sob a máscara da igualha, nem soube nunca que era máscara, porque ninguém sabia que neste mundo há mascarados. Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim.
Abrigaram-me as suas casas, as suas mãos apertaram a minha, viram-me passar na rua como se eu lá estivesse; mas quem sou não esteve nunca naquelas salas, quem vivo não tem mãos que os outros apertem, quem me conheço não tem ruas por onde passe, a não ser que sejam todas as ruas, nem que nelas o veja, a não ser que ele mesmo seja todos os outros.
Vivemos todos longínquos e anónimos; disfarçados, sofremos desconhecidos. A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela; para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites; mas outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida.
Saber bem que quem somos não é connosco, que o que pensamos ou sentimos é sempre uma tradução, que o que queremos o não quisemos, nem porventura alguém o quis - saber tudo isto a cada minuto, sentir tudo isto em cada sentimento, não será isto ser estrangeiro na própria alma, exilado nas próprias sensações?
Mas a máscara, que estive fitando inerte, que falava à esquina com um homem sem máscara nesta noite de fim de Carnaval, por fim estendeu a mão e se despediu rindo. O homem natural seguiu à esquerda, pela travessa a cuja esquina estava. A máscara - dominó sem graça - caminhou em frente, afastando-se entre sombras e acasos de luzes, numa despedida definitiva e alheia ao que eu estava pensando. Só então reparei que havia mais na rua que os candeeiros acesos, e, a turvar onde eles não estavam, um lugar vago, oculto, mudo, cheio de nada como a vida...
"
Livro do Desassossego, Bernardo Soares
Passei entre eles estrangeiro porém nenhum viu que eu o era. Vivi entre eles espião, e ninguém, nem eu, suspeitou que eu o fosse. Todos me tinham por parente: nenhum sabia que me haviam trocado à nascença. Assim fui igual aos outros sem semelhança, irmão de todos sem ser família.
Vinha de prodigiosas terras, de paisagens melhores que a vida, mas das terras nunca falei, senão comigo, e das paisagens, vistas se sonhava, nunca lhes dei notícia. Meus passos eram como os deles nos soalhos e nas lajes, mas o meu coração estava longe, ainda que batesse perto, senhor falso de um corpo desterrado e estranho.
Ninguém me conheceu sob a máscara da igualha, nem soube nunca que era máscara, porque ninguém sabia que neste mundo há mascarados. Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim.
Abrigaram-me as suas casas, as suas mãos apertaram a minha, viram-me passar na rua como se eu lá estivesse; mas quem sou não esteve nunca naquelas salas, quem vivo não tem mãos que os outros apertem, quem me conheço não tem ruas por onde passe, a não ser que sejam todas as ruas, nem que nelas o veja, a não ser que ele mesmo seja todos os outros.
Vivemos todos longínquos e anónimos; disfarçados, sofremos desconhecidos. A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela; para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites; mas outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida.
Saber bem que quem somos não é connosco, que o que pensamos ou sentimos é sempre uma tradução, que o que queremos o não quisemos, nem porventura alguém o quis - saber tudo isto a cada minuto, sentir tudo isto em cada sentimento, não será isto ser estrangeiro na própria alma, exilado nas próprias sensações?
Mas a máscara, que estive fitando inerte, que falava à esquina com um homem sem máscara nesta noite de fim de Carnaval, por fim estendeu a mão e se despediu rindo. O homem natural seguiu à esquerda, pela travessa a cuja esquina estava. A máscara - dominó sem graça - caminhou em frente, afastando-se entre sombras e acasos de luzes, numa despedida definitiva e alheia ao que eu estava pensando. Só então reparei que havia mais na rua que os candeeiros acesos, e, a turvar onde eles não estavam, um lugar vago, oculto, mudo, cheio de nada como a vida...
"
Livro do Desassossego, Bernardo Soares
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Podemos procurar. A mim, leva-me a chorar, por achar. injusto. Pega-se-me uma tristeza infinita, até impossível, por estar feliz. Uma sombra de sentimentos segue-me por cada beco, e assim que me distraío a pensar, apaga-me. Acabo por achar injusto, nao poder ser completamente feliz, nao ter os meus amigos comigo, aqui. As minhas irmas, as minhas sobrinhas, o meu sobrinho. E no entanto sou extremamente feliz, em comparacao ao mundo. Vejo luz onde outros vem só escuridao. Riu-me quando outros choram, e abraco. Outros fogem. Grito, quando oico sussurrar. Amo, a vida, enquanto outros a odeiam. E por isso, sinto-me ser injusto, por nao conseguir passar este sentimento enorme, a todas as pessoas, que dele precisam, muito mais do que eu.
E por isso vou deixando de partilhar sonhos, vivencias, crencas. Continuo a ser quem sou, mas para quem me conhece. Nao por ser egoísta,. precisamente por acreditar que nalguma parte do nao saber vive a felicidade. E depois de tantos erros, vou errando menos.
E acreditando que os sorrisos podem ser feitos de gestos, muito mais do que de palavras.
E por isso vou deixando de partilhar sonhos, vivencias, crencas. Continuo a ser quem sou, mas para quem me conhece. Nao por ser egoísta,. precisamente por acreditar que nalguma parte do nao saber vive a felicidade. E depois de tantos erros, vou errando menos.
E acreditando que os sorrisos podem ser feitos de gestos, muito mais do que de palavras.
Subscrever:
Mensagens (Atom)