terça-feira, 30 de maio de 2017


Claro que sei como vai acabar, mas aquilo que quero mesmo saber, é como começa .

É como se raios de luzes, azuis e amarelos, paralelos e eu no meio... inteiro. Vejo-me a olhar para o céu e a acreditar. Só me falta um timbre que me faça fechar os olhos. Para sempre.

Por isso é que os lobos são, na sua altivez, o chão de todos os uivos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Gotta love this movie:

"Bainsley:
Are you here alone?
Qohen Leth:
We're generally everywhere alone."

"You see, you’ve persisted in believing that a (...) call could give your life meaning. You’ve waited and waited for that call and, as a result, you’ve lead a meaningless life."

É como se viesse aqui expirar, cuspir, cantar, sorrir, uivar, matar e destruir os auges de tantos chorares e do cair ao som de luares.

Depois a vida continua, e eu só vejo luz nos porões, ao mesmo tempo que ela me contém e seduz, a não cair em flexões (de globo às costas), com milhões de festas de quem o conduz.

A tempestade de neve preluz a possibilidade de se ser, sem a necessidade de algum parecer. Vontade minha de viver, depois de intermináveis horas semanais, sem muito a que agradecer.

Contudo, vale a pena amanhecer, nem que seja com o pôr do sol. Para nos festejar envelhecer .

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Passaram sete anos, ou cinco. Não sei bem. Sei que no meu aluar de sentimentos, não a senti partir.

E agora, que chego ao fim da linha, com tudo o que escrevi sondar ser, sem nada o que sonhei ser .


chão por baixo de muros

um dia, cansamo-nos de lutar e, se nunca o tivermos feito, fica difícil explicar... esse cansaço, de vidas viciadas a mil à hora. uma fatia de ser, de esquerda ou de direita, que tanto pode ser chama sem batida, peito sem dúvida, olhar sem íris. assim como uma convulsão sem tremores, artifícios mais realistas que trovoadas, provocadas por céus nús.

Sou um macaco, maciço, de mãos na cara, a ver e a deixar a revolução passar. Quem me dera ter nascido não dois, apenas meio Pac, sem pactos e sem meias, todo ele calçado de extremo. -Valores éticos e morais, até morrer-.

Mas cresci em modo de sobrevivência, calando e matando tudo o que se inclina para incendiar algo num peito pisado .

Se a tua vida dependesse da minhá voz, provavelmente tornar-me-ia mudo de tanto tactear. Ventos sem sementes. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diário - Data desconhecida

"Sinto inveja dos deprimidos. Daquelas pessoas que choram o mundo, o tempo todo, por adentro. Para o mais atento, sou o cínico-mor. Aquele que não aceita a tristeza alheia, porque diz sentir todos e no fim, não faz nada. Mas a minha cabeça sussurra tudo, o que é preciso ser visto.

e eu recuso-me a sentir o que quer que seja, que esteja ligado ao material. comprado por lágrimas finitas. contudo num esférico banal.

Afinal, qual é o mal, ser-se igual, ao mais pequeno radical. Como te atreves, Doidices-meus, a julgares-te ateu. Não foi ele que te deu o céu, o mesmo que te prometeu?

Mas não divaguemos, o ponto é simples e prévio. Da tua boca só saem lábios que quero morder. Sábias pernas minhas, que postas nas mãos, chutaram e lutaram por desiludir tudo o que aquele puto um dia se atreveu a saber. E sonhar. de outras vidas, vividas sem vida. Aquela vendida.”

Diário - Data desconhecida

"É possível esquecer algo que, no passado, ainda não aconteceu? Será possível, ultrapassar um vento que corra à nossa frente?
Como podemos nós orar por um/a deus/a o/a qual nos negamos acreditar? Será este estreito terreno chamado caminho, um só, ou estarei eu a andar na zona perdida do milho?

São pontos de luz, vermelhos, blindados, hexágonos... aquilo que vejo quando me revejo nos espelhos dos meus olhos. acordo. Alvarás de montanhas quadrúpedeses, que me imprimem a mente. 

Faz meses que não durmo, que sonho tão intensamente, que me acordo encharcado de tanto respirar, e os músculos doem-me de tão te(n)sos... lutas travadas nas trevas paradas.
Acordo assim, no fim das minhas forcas, e vou trabalhar... Sempre mais que um digito, horas de trabalho com uma força de alguém - porque as minhas à muito que me deixaram. Nos últimos dias tenho viajado com uma obsessão. A última vez que pensei nisto acabei na Índia.


... 

Tudo isto me diz que dois mil e dezassete vai ser um ano zero, mais uma vez. Mas não tenho forças nem sequer pra chamar de bem vinda esta nova era, que tanto quero e canto.
deixa lá vir, essa sede de poço seco. talvez seja lava, aquilo que das profundezas transborde e me acorde para raios de luzes, escura.
Já passei por tantas relações, umas intensas e outras nem tanto, e em todas minto sem peso. Porque o faço e tento imaginar aquela que me fez um dia ver o mundo do avesso, cheio de estrelas, num inconsciente sem consciência. mesmo durante o dia, as cinco setas, viradas para fora, mostravam que há sim, algo monstruoso e lindo, no amor não correspondido. Eu sempre fui perito em falhar na paixão. Para mim sempre só houve amor. Puro. Platónico. E somos todos tolos, se pensarmos que dez ou quinze anos não são nada. São tudo, numa realidade paralela. e nada. nada deixa de existir, mas o nojo cresce. E eu deixo de ser desilusão consumada. sou-a desconjurada. Qual salto dos precipícios dos túneis malditos."

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sabem o que é: pés nús, num chão gelado de música rompante, o coveiro lá fora a fazer tempo até à próxima manta .

Sim, é como ela diz: uma puta, nua e crua. É abstrairmo-nos de tanto, trabalharmos tanto, que nem mulas, para um amanhã que esperamos não chegar.

Fecha os olhos - e pára o rio com o teu grito de mãos nas fontes dessa cabeça seca.

De vez em quanto sou pedra cal, outras tantas água fura.

E ela percebe-me e mata-me e narra-me e odeia-me e ama-me e chora-me e canta-me e faz-me retornar, uma e outra vez. ao fundo do meu pico - de uma canção que começou e acabou, por ser paga a minha conta do seu lado mais selvagem - e perfeito .

Largaria hoje tudo, tudo . Por um copo de vinho numa varanda bacoca ou nos altos desvaneios de um chão qualquer numa das cozinhas deste mundo. 

sábado, 12 de novembro de 2016

A minha sobrinha nasceu. e eu tão feliz.

agora só choro, sozinho, a ver filmes piegas tipo o "Closer." coisas de homens grandes. certo.

E quando pensava que estava a cair no abismo, depois de seis anos de vivências intra-dimencionais e um salto abrupto em direcção a um vale sem fundo, ela chegou e salvou-me. por isso fica aqui um até já. ao blogue escuro do meu coração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016


Bem vinda meu amor. Não há palavras para descrever aquilo que sinto por ti... é ver em ti desde já um mundo melhor, por tu fazeres parte dele!
Sim, amo-te incondicionalmente .

E é por isso que acredito em Deus.