segunda-feira, 31 de julho de 2017

sábado, 29 de julho de 2017


Não me peças luz,
nem tempo, 
nem verdes, 
nem maduros, 
nem escritos, 
nem cantos. 

Conta-me tudo sem me dizeres nada, 
sonha alto e nada profundamente o todo da tua alma.
Pois não há nada que se oponha à tarde,
quando se amanhece na sinceridade sincrética da vida amada. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Esse bombardeio de eventos psicológicos que você experimenta incessantemente, nada mais é do que o funcionamento da sua natureza humana.
Acontece que você experimenta esse monte de eventos psicológicos, como raiva, alegria, afeto, tristeza, mágoa, dúvida, desejo, repulsa, valores, crenças, etc, mas não sabe o que é isso, nem para que serve.
Por isso você se sente um cego num tiroteio e busca cura.
“Faz paraaaar!”, você grita.
Impossível parar. Sua doença é ser humano. Não tem como você se curar disso. Nem precisa.
Seu problema, de fato, não é ser humano, seu problema é que você não sabe lidar com sua humanidade. Prova disso é que você luta para se curar dela e não percebe que é justamente essa luta que lhe faz sofrer.
Perceba isso. Desista de se curar de ser humano.
Fim da doença."

http://www.1ficina.com.br/humanidade-nao-tem-cura/

sábado, 22 de julho de 2017



  • A vida é, de fato e gravata, algo inimaginável. É os livros todos do mundo, soprada à quase impossível necessidade de ver realizados sonhos irreais.
  • Por isso é que me sinto tão grato. Principalmente por ver quem amo, mesmo que às vezes sinta que nunca os vi ou voltarei ver, serem felizes. 

terça-feira, 30 de maio de 2017


Claro que sei como vai acabar, mas aquilo que quero mesmo saber, é como começa .

É como se raios de luzes, azuis e amarelos, paralelos e eu no meio... inteiro. Vejo-me a olhar para o céu e a acreditar. Só me falta um timbre que me faça fechar os olhos. Para sempre.

Por isso é que os lobos são, na sua altivez, o chão de todos os uivos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Gotta love this movie:

"Bainsley:
Are you here alone?
Qohen Leth:
We're generally everywhere alone."

"You see, you’ve persisted in believing that a (...) call could give your life meaning. You’ve waited and waited for that call and, as a result, you’ve lead a meaningless life."

É como se viesse aqui expirar, cuspir, cantar, sorrir, uivar, matar e destruir os auges de tantos chorares e do cair ao som de luares.

Depois a vida continua, e eu só vejo luz nos porões, ao mesmo tempo que ela me contém e seduz, a não cair em flexões (de globo às costas), com milhões de festas de quem o conduz.

A tempestade de neve preluz a possibilidade de se ser, sem a necessidade de algum parecer. Vontade minha de viver, depois de intermináveis horas semanais, sem muito a que agradecer.

Contudo, vale a pena amanhecer, nem que seja com o pôr do sol. Para nos festejar envelhecer .

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Passaram sete anos, ou cinco. Não sei bem. Sei que no meu aluar de sentimentos, não a senti partir.

E agora, que chego ao fim da linha, com tudo o que escrevi sondar ser, sem nada o que sonhei ser .


chão por baixo de muros

um dia, cansamo-nos de lutar e, se nunca o tivermos feito, fica difícil explicar... esse cansaço, de vidas viciadas a mil à hora. uma fatia de ser, de esquerda ou de direita, que tanto pode ser chama sem batida, peito sem dúvida, olhar sem íris. assim como uma convulsão sem tremores, artifícios mais realistas que trovoadas, provocadas por céus nús.

Sou um macaco, maciço, de mãos na cara, a ver e a deixar a revolução passar. Quem me dera ter nascido não dois, apenas meio Pac, sem pactos e sem meias, todo ele calçado de extremo. -Valores éticos e morais, até morrer-.

Mas cresci em modo de sobrevivência, calando e matando tudo o que se inclina para incendiar algo num peito pisado .

Se a tua vida dependesse da minhá voz, provavelmente tornar-me-ia mudo de tanto tactear. Ventos sem sementes. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Diário - Data desconhecida

"Sinto inveja dos deprimidos. Daquelas pessoas que choram o mundo, o tempo todo, por adentro. Para o mais atento, sou o cínico-mor. Aquele que não aceita a tristeza alheia, porque diz sentir todos e no fim, não faz nada. Mas a minha cabeça sussurra tudo, o que é preciso ser visto.

e eu recuso-me a sentir o que quer que seja, que esteja ligado ao material. comprado por lágrimas finitas. contudo num esférico banal.

Afinal, qual é o mal, ser-se igual, ao mais pequeno radical. Como te atreves, Doidices-meus, a julgares-te ateu. Não foi ele que te deu o céu, o mesmo que te prometeu?

Mas não divaguemos, o ponto é simples e prévio. Da tua boca só saem lábios que quero morder. Sábias pernas minhas, que postas nas mãos, chutaram e lutaram por desiludir tudo o que aquele puto um dia se atreveu a saber. E sonhar. de outras vidas, vividas sem vida. Aquela vendida.”