quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Chefe do departamento pedagógico passados dois meses.
As primeiras decisões difíceis, dias tristes cobertos por uma motivação interna em tornar este passo o guia desta nova etapa.

Por outro lado, onze anos de diferença não são a causa do estalar do verniz mas sim o medo dela constante em não ser suficiente, daqui a dez anos. E eu, que quero ser feliz hoje e daqui a quarenta anos.

Lágrimas como areia movediça entre dedos, a mão no peito e os olhos violados lá em cima. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dizer, a si mesmo, deixa-te de merdas, é das coisas mais lindas e difíceis de se fazer.

Olhando para dentro vejo-te tanto um espelho que luto por nao gritar: Vai-te foder.

E é nisto que perco as minhas noites. Boa noite e sejam felizes, sempre.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Ser vítima (odeio esta palavra) de traição, mesmo que apenas emocional, torna-nos neuróticos, mais do que já somos, faz-nos sentir sem melodia, a memória é corrompida por dúvidas infinitas de cada segundo, vivido ao máximo, tudo, é nada.
A decisão de perdoar pesa mais do que imaginamos, nunca esquecemos, apenas suspendemos o consciente o máximo possível.
O sol brilha, o outono grita os últimos raios de luz e esperança, a música jazz e soul que nos acorda torna-me numa vítima da minha própria transgressão interina.
A única solução são letras printadas, a esperança que tudo seja um sonho, acordar um menino e a vida, cheia de esperança e amor à minha espera.
Como um cavalo selvagem, impossível de domar, vou continuar a viver como num livro escrito à pressa, que saudades de um bom café, uma esplanada, um amigo em forma de folhas, o sol, a vida, a velhinha à janela.
Quantas vezes se pode colar os cacos de um motor antes de este se tornar calhau. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Vivo perdido num passado que nunca existiu, feito de um presente lindo, por estar envolto de sonhos futuros e certezas que o mundo é simples e justo. 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

sexta-feira, 13 de julho de 2018

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Os tempos em que acordava logo de manhã, eu, que sempre adorei dormir, principalmente durante a semana, quando a minha querida mãezinha me acordava para ir para a escola, com a mais pura das urgências, que era pôr comida na mesa para seis, às vezes sete,

esses tempos, com uns desenhos animados que acabavam compilados com um mundo infinito de beleza incomparável, numa qualquer savana longínqua, o rei da selva ou uma manada de elefantes altivos, que nada esquecem e sempre voltam ao mesmo ponto, para morrerem,

Tempos esses sem tempo, nos quais horas se espalhavam, muitas vezes, em anos de felicidade, acompanhados por peladas sem fim, divididas em campos de cimento perdidos pela parte mais a sul do Rio cor de prata que tanto amei, mesmo antes de saber que sabia amar.

Em dias assim, fases ocas, sentidas como séculos milenares, que nos pesam na parte de fora da nunca e do crânio, são como o sabor a granito dum café, que sem ser escalado, nos congela a alma.

Logo a nós que, a termos uma, teria que ser mais negra que qualquer xícara usada de Türk kahvesi, esquecida num víl castelo preto, afundado no mais profundo dos oceanos, que são a cave da nossa vida.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro."

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Dias Sim

Futebol, poesia, música, cinema, praia, montanhas, beijos, pele, pés, nascer e pôr do sol,  sonhos.