segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Sóis

Aquilo que nos move
São sininhos cintilantes
Cheios de genuínos gritantes
Os quais se apagam quando chove;

O truque:
Dando corpo à Magia
Acordá-los ao som de batuque
Num universo cheio de fantasia.

Mas chegando ao fim da linha
Como a lenda do fado que pia
Depararmo-nos com a sede mesquinha
De toda uma geração de génios vazia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

„I've never been lonely. I've been in a room -- I've felt suicidal. I've been depressed. I've felt awful -- awful beyond all -- but I never felt that one other person could enter that room and cure what was bothering me... or that any number of people could enter that room. In other words, loneliness is something I've never been bothered with because I've always had this terrible itch for solitude. It's being at a party, or at a stadium full of people cheering for something, that I might feel loneliness. I'll quote Ibsen, "The strongest men are the most alone." I've never thought, "Well, some beautiful blonde will come in here and give me a fuck-job, rub my balls, and I'll feel good." No, that won't help. You know the typical crowd, "Wow, it's Friday night, what are you going to do? Just sit there?" Well, yeah. Because there's nothing out there. It's stupidity. Stupid people mingling with stupid people. Let them stupidify themselves. I've never been bothered with the need to rush out into the night. I hid in bars, because I didn't want to hide in factories. That's all. Sorry for all the millions, but I've never been lonely. I like myself. I'm the best form of entertainment I have. Let's drink more wine!“

Referenz: https://beruhmte-zitate.de/zitate/714740-charles-bukowski-ive-never-been-lonely-ive-been-in-a-room-iv/

domingo, 16 de dezembro de 2018

Westray: I'm pretty skeptical about the goodness of the good. I think that if you ransacked the archives of the redeemed you would uncover tales of moral squalor quite beyond the merely appalling. I've pretty much seen it all, Counselor, and it's all shit. I could live in a monastery, scrub the steps, wash the pots, maybe do a little gardening. Why not?
Counselor: You're serious.
Westray: Very.
Counselor: Why don't you?
Westray: In a word, women.

sábado, 1 de dezembro de 2018

https://youtu.be/cl4cLEToPfc

O sol, o céu e a terra. A vida, o olho que tudo vê, um furacão, um punho, o círculo vicioso, um colete de forças, os gritos debaixo d'água, bolhas de oxigénio, a ponta de uma agulha e cada criança que arredondada a saia, o lobo mau, com a barriga cheia de pedras.

E no fim, um floco de neve, microscópicamente falando. É prova viva da concupiscência que Deus existe. Logo ele, que se quer ateu. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Chefe do departamento pedagógico passados dois meses.
As primeiras decisões difíceis, dias tristes cobertos por uma motivação interna em tornar este passo o guia desta nova etapa.

Por outro lado, onze anos de diferença não são a causa do estalar do verniz mas sim o medo dela constante em não ser suficiente, daqui a dez anos. E eu, que quero ser feliz hoje e daqui a quarenta anos.

Lágrimas como areia movediça entre dedos, a mão no peito e os olhos violados lá em cima. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dizer, a si mesmo, deixa-te de merdas, é das coisas mais lindas e difíceis de se fazer.

Olhando para dentro vejo-te tanto um espelho que luto por nao gritar: Vai-te foder.

E é nisto que perco as minhas noites. Boa noite e sejam felizes, sempre.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Ser vítima (odeio esta palavra) de traição, mesmo que apenas emocional, torna-nos neuróticos, mais do que já somos, faz-nos sentir sem melodia, a memória é corrompida por dúvidas infinitas de cada segundo, vivido ao máximo, tudo, é nada.
A decisão de perdoar pesa mais do que imaginamos, nunca esquecemos, apenas suspendemos o consciente o máximo possível.
O sol brilha, o outono grita os últimos raios de luz e esperança, a música jazz e soul que nos acorda torna-me numa vítima da minha própria transgressão interina.
A única solução são letras printadas, a esperança que tudo seja um sonho, acordar um menino e a vida, cheia de esperança e amor à minha espera.
Como um cavalo selvagem, impossível de domar, vou continuar a viver como num livro escrito à pressa, que saudades de um bom café, uma esplanada, um amigo em forma de folhas, o sol, a vida, a velhinha à janela.
Quantas vezes se pode colar os cacos de um motor antes de este se tornar calhau. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Vivo perdido num passado que nunca existiu, feito de um presente lindo, por estar envolto de sonhos futuros e certezas que o mundo é simples e justo.