Se escrever me salva a alma, a música leva-me até ao fundo do poço. Sinto que mal posso esperar pela beleza de boneca de porcelana. Não fales, nunca. Eu prometo que também fico calado. Assim conversamos para sempre, sem nunca nos decepcionarmos com uma voz mais aguda do que o esperado, o riso que ronca, o macaco no nariz, a alga no meio dos dentes, a mente pura demais, adulta, feliz, sem dormências, nunca dececionada, oca, sem as profundezas que previ na tua beleza. Juro que sonhei contigo com uma ruga no nariz, um riso cruel, um dálmata como casaco, eternamente de pé, contra tempos e marés.
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